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Futuros de NY abrem em queda com ataque do Irã a Israel e pressão sobre ações tech

Wall Street e day trade. Imagem gerada com uso de Inteligência Artificial (Rodrigo Petry)

Os futuros dos índices de Nova York abriram em queda na noite deste domingo (7), em um início de semana marcado por maior aversão ao risco nos mercados globais. A piora no humor dos investidores ocorre após relatos de que o Irã disparou mísseis contra Israel, reacendendo temores sobre a estabilidade geopolítica no Oriente Médio e pressionando o preço do petróleo.

Às 20h, o Dow Jones Futuro caía 0,36%, enquanto o S&P 500 Futuro recuava 0,30% e o Nasdaq Futuro cedia 0,23%.

O movimento dá sequência ao tom negativo visto em Wall Street na sexta-feira, quando as ações de tecnologia lideraram uma forte realização de lucros.

O Nasdaq Composite teve sua maior queda desde abril de 2025, em meio à preocupação crescente com as avaliações de empresas ligadas à inteligência artificial e ao impacto de juros mais altos sobre companhias de crescimento.

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Ataque do Irã aumenta cautela nos mercados

Segundo a Bloomberg, o petróleo voltou a disparar após o Irã lançar mísseis contra Israel, em um episódio que colocou novamente o Oriente Médio no centro das atenções dos investidores. O movimento ocorre em meio a dúvidas sobre a sustentabilidade de um cessar-fogo frágil e sobre os efeitos de uma eventual escalada militar sobre o fornecimento global de energia.

De acordo com a CNBC, o ataque teria ocorrido após manifestações de autoridades iranianas contra supostas violações de acordos ligados ao cessar-fogo. A tensão geopolítica ampliou a busca por proteção e reforçou a pressão sobre ativos de risco.

Ainda assim, os ganhos do petróleo foram parcialmente moderados após relatos citarem o presidente Donald Trump dizendo que os ataques não devem afetar os esforços para alcançar um acordo de paz.

Wall Street vem de forte queda puxada por tecnologia

Na sexta-feira, os principais índices americanos encerraram o pregão em forte baixa. O Nasdaq Composite caiu 4,18%, enquanto o S&P 500 recuou 2,64%. O Dow Jones perdeu 695 pontos, um dia depois de atingir uma nova máxima.

A realização interrompeu uma sequência positiva importante em Wall Street e levantou dúvidas sobre a força da alta recente, especialmente em ações ligadas à inteligência artificial. O rali do setor vinha sustentando os mercados desde as mínimas de março, mas a combinação de valuations elevados, juros pressionados e incerteza geopolítica passou a pesar sobre o apetite por risco.

Segundo a Bloomberg, um indicador de fabricantes de chips caiu 10% na sexta-feira, evidenciando a força da correção entre papéis mais associados à tese de inteligência artificial.

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Emprego forte reforça pressão sobre o Fed

Além da tensão no Oriente Médio, os investidores também digerem os efeitos do relatório de empregos dos Estados Unidos divulgado na sexta-feira. Os dados vieram mais fortes do que o esperado, reforçando a percepção de que o mercado de trabalho americano segue resiliente.

O resultado aumentou as apostas de que o Federal Reserve pode manter uma postura mais dura contra a inflação. Os rendimentos dos Treasuries subiram após a divulgação dos números, com os títulos de dois anos — mais sensíveis às expectativas para a política monetária — avançando para 4,15%, de acordo com a Bloomberg.

A próxima reunião do Fed está marcada para os dias 16 e 17 de junho, e os investidores devem acompanhar de perto qualquer sinalização sobre juros, inflação e atividade econômica.

Inflação e IPO da SpaceX entram no radar

A agenda da semana também deve manter os mercados em alerta. Os investidores aguardam os dados de inflação ao consumidor e ao produtor nos Estados Unidos, que podem ajudar a calibrar as expectativas para os próximos passos do Fed.

De acordo com a CNBC, o mercado também acompanhará a estreia pública da SpaceX, de Elon Musk, prevista para sexta-feira. A oferta é vista como um teste relevante para o apetite por ativos ligados à narrativa de tecnologia e inteligência artificial, em um momento em que parte dos investidores já questiona se o otimismo com o setor foi longe demais.

Petróleo avança com tensão no Oriente Médio

O petróleo abriu a semana em forte alta, refletindo a piora do risco geopolítico no Oriente Médio. Às 20h, o WTI subia 2,57%, a US$ 92,87, enquanto o Brent avançava 2,72%, a US$ 95,62.

A alta ocorre apesar da decisão da Opep+ de ampliar novamente suas metas de produção. No domingo, sete membros do grupo decidiram elevar as metas em 188 mil barris por dia a partir de julho, segundo comunicado da própria organização.

Na prática, porém, o efeito do aumento tende a ser limitado enquanto persistirem as restrições ao fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. A região é uma das rotas mais importantes para o comércio global da commodity, e qualquer interrupção no fornecimento tende a provocar forte reação nos preços.

Segundo Jorge Leon, analista da Rystad e ex-funcionário da Opep, um aumento de produção “significa muito pouco enquanto o Estreito de Ormuz permanecer fechado”. Para ele, quando a rota for reaberta, o mercado pode passar rapidamente do medo de escassez para o medo de excesso de oferta.

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