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Políticos não têm foro privilegiado nos EUA

senadoresNos Estados Unidos, a lista de políticos presos e condenados por corrupção ou desvio de dinheiro público não é curta. Lá não existe foro privilegiado. Todos são julgados pela mesma Justiça que julga o cidadão comum. 

O ex-governador do estado de Illinois, Rod Blagojevich, vai a julgamento ano que vem, acusado de tentar vender a vaga de Barack Obama no Senado e outros crimes de corrupção. O antecessor dele, George Ryan, outro corrupto, preso há dois anos, cumpre pena de seis anos e meio de prisão. 

O presidente do Senado do estado de Nova York, Joseph Bruno, acaba de ser condenado por receber milhões de dólares em propinas. Em julho, o prefeito da cidade de Hoboken, vizinha de Nova York, foi preso com mais 40 políticos que recebiam dinheiro de construtoras. 

Um deputado federal de nome sugestivo, James Traficant, saiu este ano da cadeia depois de cumprir pena de sete anos por corrupção. A prefeita de Baltimore, Sheila Dixon, acaba de ser condenada por roubar verbas públicas. 

No estado de Massachussetts, Salvatore Dimasi é o terceiro presidente da Assembleia Legislativa a ser preso por receber suborno. Na Califórnia, o deputado federal Duke Cunningham cumpre pena de oito anos por ganhar presentes milionários de empresários. Todos perderam os cargos para os quais foram eleitos. São só as histórias mais recentes. 

Casos de políticos acusados de corrupção são comuns nos Estados Unidos, quase sempre investigados pela Polícia Federal. Quando há provas, eles são levados a julgamento e, se condenados, cumprem penas de prisão. 

Na constituição americana não existe imunidade para políticos eleitos. Nenhum detentor de cargos públicos está acima da lei. O jurista James Jacobs publicou estudos sobre a corrupção na política americana. Ele se surpreende ao saber que no Brasil os políticos têm imunidade. “A política cria muitas oportunidades para corrupção”, admite. Por isso é essencial punir os políticos corruptos, culpados de crimes altamente destrutivos para a sociedade.

fonte Globo

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